domingo, 4 de novembro de 2012

Efeito Borboleta


As vezes a gente chora, sente como uma  ferida na alma. Mas precisamos seguir nosso caminho, certos que nosso objetivo será alcançado. Em ocasiões distintas percebemos os altos e baixos, os declives da vida, os belos dias, o calor do sol , o aconchego da família, dos amigos e os ventos frios ao entardecer. Mas a luta pela vida deve ser como um rugido de um leão, como diz meu "Sensei"(Daisaku Ikeda), e o próprio Buda em alguns de seus escritos  "o inverno jamais falhará em tornar-se primavera " ( Nitirem Daishonin).
Mas quando volto dessa longa viagem mental, percebo que a vida é estar vivo.Saber olhar a pureza das pessoas, ter a percepção da plenitude do meu coração e a certeza que ainda posso tranformar tudo aqui e agora . Esta é uma das melhores consciências.
Quando decidi tomar algumas decisões na minha vida, não recuei, consegui através do Daimoku modificar aquilo que estava me atrapalhando e determinei  seguir em busca de outros ventos que fazem parte dos meus ideais. Era  hora de mudar, mas tinha inteligência para saber   que as ondas viriam, mas fortalecido pela fé, estaria  pronto para enfrentar  e ultrapassar os limites que ainda terei pela frente. Confesso que não é tão fácil, mas tenho a certeza que através da oração virão à tonaa lucidez correta , no intuito de designar o caminho correto e mostar o  amadurecimento do meu espírito, pois só através deste longo processo é que transformamos de fato nossa vida e estaremos prontos para driblar os futuros obstáculos que enevitavelmente possam surgir. Interessante esse  momento, pois tenho a sensação de estar abandonando a entropia mental e conseguindo realmente entender de fato minha vida e os fatos, como um reflexo no espelho que traz sabedoria,o equilíbrio e um pouco de insegurança, que considero normal pelo fato de estar  implícito na vida de qualquer ser mortal. No entanto, sou abastecido por um tipo de conhecimento que faz parte do meu processo individual, que exemplifico como uma  recarga necessária para tornar o  processo de revolução humana límpido como o branco das águas que, em certas ocasiões, escorrem pelos meu rosto trazendo a boa nova de um amanhã sempre mais feliz e fortalecendo meu desejo de  seguir em frente, vislumbrando  um novo  amanhecer uma vida repleto de amor , plenitude, sabedoria e muitas vitórias.
A vida é assim, um verdadeiro efeito borboleta que através do bater de suas asas, tem a força de mudar qualquer destino e levar o ser ao ponto máximo que seu desejo permita alcançar.
Abhijeet

A SUBJETIVIDADE


Os pilares, e também tabus da comunicação, tão interdependentes e, ao mesmo tempo, antagônicos, são a pauta da primeira metade do livro de Clóvis de Barros Filho. A objetividade dissecada ao decorrer do tempo deixa a máscara de coisa natural para resultado temporal e cultural. Antes tida como símbolo-mor de legitimação, nada mais é do que uma adaptação ao meio de comunicação e pensamento coletivo dominantes. A repulsa ao adjetivo e as aspas da fonte, sonoras, fotos e dados conferem a realidade ao real. Isto eliminaria a responsabilidade do repórter não fosse ele quem escolhe a quem recorrer na maioria das vezes. A teoria do espelho era seguida e a visão do repórter talhada. Até o surgimento das revistas. Publicações direcionadas para o mesmo público do impresso, o que gosta de ler, porém produzidas com mais tempo e com ousadia. . Não se discute o mais correto, mas o mais viável, prático. Os fatos noticiados são escolhidos por normas pré-estabelecidas e comuns entre as empresas de comunicação. A violência tão criticada pela grande exposição é tão acompanhada, pelo instinto de sobrevivência, um toque do egoísmo humano. Regras não faltam a profissionais e aspirantes da comunicação. A simulação o e real se confundem e o imaginário midiático passa a ser a realidade conjunta.

- NAS ORGANIZAÇÕES

A partir do aumento da complexidade da própria sociedade, também as organizações foram se tornando mais complexas e, com isso, houve um aumento do seu universo, levando à inovação, primeiro, e à segmentação, depois, chegando no contemporâneo a se transformarem, baseando-se em teóricos das organizações, em viabilizadoras do funcionamento da sociedade, já que permitem ao homem, reconhecidamente um ser social, se agruparem e atuarem em cooperação.Tal como a sociedade, as organizações evoluíram, transformando-se em “agrupamento de pessoas que se associam para trabalharem, desempenharem funções e atingir objetivos comuns, com vistas a satisfazer alguma necessidade da sociedade”. Um conceito, sem dúvida, mais abrangente do que antigos termos como empresa, governo, tribo, etc. E é a partir deste conceito que podemos chegar a uma maior especificidade e adotar uma tipologia para as organizações. Ressalto aqui, que esta tipologia não é única, configurando-se em uma escolha que leva em consideração aspectos mais gerais das organizações. Sob esta ótica, as organizações podem ser coercitivas, utilitárias e normativas. No primeiro caso, o coercitivo é relativo ao seu controle e, nela, as pessoas entram mediante coação, força, ameaça ou medo. No segundo momento, o utilitário, é que estão as empresas em geral, que exercem uma outra forma de poder, o remunerativo. A tipologia é realizada no campo ideológico ou a um consenso ético e seu ingresso se dá por princípios de fé, crença ou ideologia. O exemplo mais acabado deste tipo de organização é a igreja, hoje, mais que nunca, uma escolha pessoal ador destoa de todo o padrão de qualidade.

- INFLUÊNCIA DA MÍDIA

Com a ampliação da comunicação, começou também a discussão sobre sua influência. Ao longo dos últimos anos passou-se da influência total da mídia, configurada pela analogia com a seringa, em que se aplicava esta influência sobre as pessoas e elas reagiam de forma imediata, à nenhuma influência, com isso para alguns estudiosos chegamos ao Pós-Moderno. O que a moderna investigação em comunicação procura mostrar é como uma informação se torna notícia e é difundida e, a partir daí, as conseqüências que ela gera, vistas, sobretudo, do ponto de vista de quem a recebe e a consome. Sobre este tema, lembre de um livro de Dominique Wolton, que em seu livro “É preciso salvar a comunicação”, tive a plena sensação dos problemas e os caminhos que o jornalismo e a própria mídia vem percorrendo, ou seja, uma troca de informações distorcidas, prevalecendo a notícia como algo atrativo, ligado ao espetáculo, que acarreta aos profissionais da área uma total alienação e um a perda identidade e criando algo chamado como alienação, ou seja, perdendo o sentido real da coisa que é informar algo, de forma imparcial, simplificando, relatando e expondo a notícia ou acontecimento tal como é, e não utizando artifícios que funcionam mais como atrativos ara conquistarem mais consumidores, telespectadores, leitores e alimentando ainda mais a alienação da humanidade. A comunicação é essencial para a vida das pessoas. Ela liga setores, forja cultura, dissemina objetivos, promove a integração e ainda cuida de estabelecer, difundir e manter uma imagem pública, reforçando a inserção de uma determinada organização no seu espaço, seja ele econômico ou não.
Abhijeet


Afinal o que é cultura?
Seguindo a explicação dos dicionários, CULTURA   representa o conjunto de experiências, realizações e conhecimentos que caracterizam determinado povo, nação, região ou conjunto de conhecimentos de determinado indivíduo. Acrescentando, posso dizer que não só aquela nascida em seu próprio solo, mas também a junção de outras manifestações oriundas de outros países e povos no qual vão sendo adaptadas novas características e criando formas de identificação.
No Brasil, a cultura sobrevive nem sei como, pois não há nenhuma forma de incentivo político-econômico e nem interesse do Estado em atuar de forma direta para uma formação cultural nas escolas, comunidades, cidades ou em qualquer lugar onde exista um agrupamento de pessoas, que cujo objetivo é defender sua tradição e suas raízes. Muitos antropólogos, sociólogos e pesquisadores na área, lutam bravamente com a finalidade de manter ainda o que existe, pois como estudante de comunicação, entendo que preservar a CULTURA NACIONAL é um ato de manter a identidade cultural do nosso país, que hoje em dia remete meu pensamento a comparações do Brasil na época da República Velha, ligando aos conceitos de coronelismo, tenentismo e por aí segue.
É importante ressaltar que grande parte da nossa cultura sofreu influências de povos africanos e europeus, no entanto,  jamais podemos esquecer os Índios, que antes mesmo do Brasil ser colonizado, já eram donos de nossas terras com sua cultura que até hoje  está enraizada no cotidiano de todos nós em diversos campos.
As heranças adquiridas, ainda podem ser vistas no interior do Brasil, quando deparamos com os pequenos casebres principalmente no sertão, cujo telhado é feito de palha trançada, a medicina natural e o cultivo de plantas medicinais que utilizamos até hoje seja através da Homeopatia como nos tratamentos caseiros passados de geração a geração.
Na agricultura, além das hortas, o cultivo de alimentos tais como a farinha de mandioca, milho, verduras são frutos dessa herança deixada pelos indígenas que às vezes, nem damos conta de tamanha contribuição. A doma dos animais também é algo utilizado até hoje, principalmente nas regiões pantaneiras, pois enquanto os índios demoravam meses para domesticar os animais, a população da região Central do Brasil, demoravam três dias, pois utilizavam do recurso da violência, enquanto os índios tratavam com uma doçura e afago peculiar como forma de respeito e crença, pois se dizia que se virar o rastro do animal no sentido da aldeia, o mesmo retornava ao local. Crenças e mitos do interior como, por exemplo, o boi tatá, considerado o mistério da noite, está associado a esta cultura.
A pesca também é adotada como herança indígena e caso fosse realizar uma pesquisa mais aprofundada, muitas outras influencias seriam descobertas. Ressaltando que a prática da pesca em canoas, no qual os índios pescavam em pé, ainda é muito presente na região pantaneira do Brasil.
Além das aulas, tive a oportunidade de pesquisar em livros, até pelo projeto de conclusão do curso no final deste ano, tenho que concordar com a afirmativa do professor Ivan Proença “que a civilização indígena foi marcada pelo espírito humanitário, pena saber que atualmente não existe mais cultura indígenas, praticamente todas estão descaracterizadas.”
No mundo infantil, tivemos grandes influências também, como nas brincadeiras ao ar livre, bem marcadas no interior do Brasil que se tornou o centro da herança cultural infantil indígena, nas brincadeiras de pular corda, amarelinha, pique esconde, peteca. As meninas faziam bonecas de palha sem ter nenhum conhecimento das mulheres européias, os meninos extraiam borracha das árvores para fazer bola. Quem nunca brincou de pião, boneca e bola? Mas sempre esquecemos talvez por falta de conhecimento que tudo isso é fruto da cultura deixada pelos índios.
No interior do Nordeste ainda é muito presente as bonecas de palha, as cuias, esculturas de barro, mas de forma história, é puro fruto da herança indígena, ressaltando que durante as brincadeiras, não comemoravam o vencedor, ou seja, todos eram vencedores, as crianças não eram maltratadas pelos adultos e não existia palavrão como forma de ofensa no primeiro vocabulário.
Outro fator que jamais devemos esquecer são as Toponímias (que significa dar nome as regiões e aos locais dos acidentes geográficos. Como exemplo, os bairros de Jacarepaguá, Bracuhy, Tijuca, pois eles criavam tais nomes identificando os locais, como forma de demarcar, por residir na cidade de Angra dos Reis, pude comprovar de perto o vocabulário Tupi-Guarani, pois meus ancestrais maternos pertenciam a esta linhagem que com o tempo foi se perdendo e devido ao grande processo cultural que está sendo dissolvido pelo capitalismo que contribui bastante para a expansão das grandes cidades e cria automaticamente um canal para as influências externas.
Agora falando um pouco das primeiras manifestações Afro no Brasil, tenho como exemplo o Semba de Roda, que eram realizados pelos negros Bantes e Nagôs, aproximadamente no ano de 1560. Danças, cantos, batuques e palmas que tinha sempre alguém ao centro da roda, dançando e tinham como expectadores, os senhores de engenho e suas famílias. Importante ressaltar que o indivíduo ficara situado ao centro da roda, dançava até que todos dançavam o Corta Jaca e Separa o Visgo, que comparados a atualidade, podem ter uma associação as passistas das escolas de samba.
O Semba era proibido pelos senhores de engenho entre “homens e mulheres”, portanto, era apresentado somente por mulheres. Hoje, chama-se Umbigada, porque o centro é o umbigo e as negras chamavam as outras para dançar ao centro da roda encostando um umbigo no outro.
Outro grande momento foi quando surgiu o Quebra-Coco, em Alagoas, num lugar chamado Pilar, na virada do século XVI para o XVII. A dança surgiu pelo fato dos negros terem de quebrar o coco na praia, batendo um com o outro, dando origem ao famoso Quebra Coco da Beira da Praia, com isso, foram criadas letras e com o passar do tempo passou a chamar-se Embolada do Coco.
O forró também não pode ficar esquecido, pois a partir dele originou-se o Xote, o Xaxado e o Baião. Os negros catavam principalmente nos canaviais quando tinham que plantar e colher, canções lentas que acompanhavam os ventos, daí surgem As Canções de Trabalho, conhecida por vários estudiosos como a Canção dos Canaviais.
No plano religioso, os negros misturados com os brancos, começaram a praticar o misticismo, no entanto, os negros eram colocados no tronco e apanhavam muito, visto que, para os senhores de engenho era a prática do Vodú.
Os negros oprimidos iniciaram as práticas do misticismo com muito jogo e dança, para que não fosse percebido pelos senhores. Um dos motivos pode-se considerar a falta de conhecimento da língua dos escravos como forma de resistência ao misticismo afro que hoje, está firme como a de formação branca.
Como herança também temos o Jongo, que tradicionalmente surgiu nas regiões do Norte-Fluminense, Minas Gerais e Espírito Santo. No Rio de Janeiro, temos o famoso e aclamado Jongo da Serrinha, no tradicional do bairro de Madureira e considerado o mais importante do Brasil.

Dando continuidade a Primeira Fase da Cultura Nacional, podemos inserir também o surgimento do Teatro, que através de Arthur Azevedo, considerado o fundador do Teatro Musical, que foi transformado em Teatro de Revista. Nos anos 30 e 40, a Praça Tiradentes era o berço do Teatro de Revista, pois não havia trama, cada enredo era diferente do outro, como protagonista, havia sempre uma Vedete que cantava, dançava e interpretava. Cada traje era um ato, a música era ao vivo, com temas audaciosos, com fortes críticas políticas, apenas para título de informação esse tipo de teatro, tem como base, o Teatro Francês e como fundador do teatro Nacional, temos Martins Pena.
Também existiu o Teatro do Povo, o Mamulengo, que foi exibido pela primeira vez pela Companhia de Teatro de Bonecos da Itália, apresentado ao ar livre, numa feira típica de Recife. Hoje é muito comum nos depararmos com esse tipo de atuação no Centro do Rio, mais precisamente no bairro da Lapa.
No campo da Literatura, tivemos José de Alencar que escreveu romances fantásticos como O Guarani, Ubirajara e Iracema, que tinham sempre como protagonistas os índios, inseridos pela primeira vez na ficção nacional, graças a este grande romancista.
Castro Alves também, através dos seus poemas de amor, aproveita para escrever poesias de denúncia da Guerra do Paraguai, o processo de escravidão, as desigualdades sociais, aprendendo a improvisar com os cantadores, fundou uma poesia nacional que transcendeu o romantismo vigente. Através de seus escritos, foi reconhecido como o Poeta dos Negros, embora mantendo uma linha romântica que enaltecia a Cultura Brasileira, a nossa nacionalidade que hoje anda esquecida por muitos de nós.
Na música aparecem os primeiros gêneros da MPB, que através do movimento muito freqüente entre as famílias nobres da sociedade, que traziam da Europa conjuntos e bandas para se apresentarem em suas residências e festas promovidas pela alta sociedade. Através dessas influências externas, surgem a Polca, o Maxixe, a Mazurca.
O primeiro gênero popular unicamente carioca é o CHORO e considerado o segundo mais importante do Brasil. A Polca européia, se junta com o ritmo africano chamado XOLO que existia aqui. Logo, o CHORO era considerado o mais erudito da MPB, permanecendo nesta fronteira entre o erudito e o popular. O Maxixe, uma dança de base rítmica afro, indecente e proibida nos salões de bailes, tendo maior predominância nas Gafieiras.
A Marcha é o único gênero que não tem influência afro. Surge por influência das bandas militares. Já o carnaval surge através de duas manifestações populares: a primeira conhecida como Zé Pereira, um senhor português que nos dias de carnaval saia pelas ruas da cidade, trajando sapato, meia e camiseta. No ano seguinte, os cariocas começaram a segui-lo e talvez, a partir daí, originaram os blocos de rua, que eram chamados de blocos de sujos, o bloco da improvisação, do vai como pode.
Os caracterizados ENTRUDOS eram rapazes que saíam as ruas, com bisnagas com limão de cheiro para galantear as moças, alguns usavam máscaras para não serem reconhecidos. Os grandes desfiles de fantasia, o banho de mar na praia do Flamengo, foram sendo ampliados e deram origem aos RANCHOS que eram bem parecidos com as escolas de samba, apresentavam como desfiles poéticos, mais lentos, pacíficos, com nome de flor. O mais antigo deles chama-se REZENDÁ.
Como parte da cultura, temos as cantorias e os repentes que tiveram origem nos trovadores franceses que no momento em que iniciam o processo de improvisação, passam a ser chamados de REPENTISTAS.
O CORDEL, como poesia escrita, originário da Espanha e hoje é considerado parte da nossa Cultura Nacional Brasileira, perdendo suas referências com a Europa. Cordel eram poesias de amor, da natureza e funcionava também como forma de alfabetizar o povo do interior do Nordeste, em áreas como a Biologia, Geografia, História, etc.
A partir deste conteúdo, ficam as pequenas sementes, pequenos registros de uma parte da nossa cultura tão rica e pouco reconhecida pelo seu povo.
O tema escolhido tem como objetivo deixar registrado relatos e depoimentos de duas intérpretes que tiveram grande participação da formação da Música Brasileira, em movimentos de repercussão mundial como a “Era Bossa Nova” e o grande glamour da época , que fazia de cada apresentação uma disputa acirrada que hoje imortalizaram grandes nomes. O gênero mais voltado para forma de Documentário, com blocos de entrevistas informais, acompanhadas de fotos e recortes de jornais que reafirmam a fala das entrevistadas, fazendo uma espécie de retrospectiva, que embalada por shows e composições que fazem parte da trajetória musical das partes, tendo como proposta  a retomada destes arquivos vivos e criar registros um tanto inéditos e desconhecidos por muitos integrantes do meio, no entanto, com intuito puramente documental e voltado para acervo da nossa rica história musical. Daí o nome “LUMINOSIDADE”, como forma de transcender gerações.

O filme trata de diversas questões ligadas a ética de imprensa através da história das fraudes inventadas por Glass, um jovem jornalista que inventou fontes, acontecimentos, personagens e até mesmo histórias inteiras com total poder de convencimento. Os fatos vão evoluindo e Glass passa a ser observado pelos concorrentes que exigem a presença de seus repórteres em todas as coberturas em que ele esteja. Logo, após toda essa descoberta, Glass é demitido e os seus trabalhos investigados, no qual, se chega à conclusão que todas as histórias publicadas durante todo o seu tempo de trabalho, das quarenta e uma, vinte e sete foram inventadas.
O glamour que a profissão parece oferecer aos melhores profissionais da área provoca, em geral em nós estudantes, a vontade de querer um lugar ao sol. Mas, não devemos esquecer-nos dos conceitos éticos e morais e o compromisso com o “jornalismo”, sabendo definir claramente o nosso papel perante a sociedade,  a importância e o cuidado que devemos ter ao noticiar ou  publicar um fato. A forma básica é seguir as regras que aprendemos desde o inicio da vida acadêmica que preza o uso de fontes seguras e publicar as notícias depois de fazer todas as checagens necessárias.
No entanto, acima da farsa, está a capacidade de encontrar na realidade elementos suficiente para produzir boas matérias, capazes de agradar os leitores e criar a famosa credibilidade que tanto o jornalista preza. O filme, portanto trás lições diversas para a compreensão do universo jornalístico e das atitudes que podem arruinar a carreira de um jornalista e até mesmo de uma organização.

VIDA


Então, para mim a vida é um punhado de lantejoulas e purpurinas que o vento sopra. Daqui a pouco tudo vai ser passado mesmo - deixa o vento soprar, let it be, fique pelo menos com o gostinho de ter brilhado um pouco. 

Abhijeet