A SUBJETIVIDADE
Os pilares, e também tabus da comunicação, tão interdependentes e, ao mesmo tempo, antagônicos, são a pauta da primeira metade do livro de Clóvis de Barros Filho. A objetividade dissecada ao decorrer do tempo deixa a máscara de coisa natural para resultado temporal e cultural. Antes tida como símbolo-mor de legitimação, nada mais é do que uma adaptação ao meio de comunicação e pensamento coletivo dominantes. A repulsa ao adjetivo e as aspas da fonte, sonoras, fotos e dados conferem a realidade ao real. Isto eliminaria a responsabilidade do repórter não fosse ele quem escolhe a quem recorrer na maioria das vezes. A teoria do espelho era seguida e a visão do repórter talhada. Até o surgimento das revistas. Publicações direcionadas para o mesmo público do impresso, o que gosta de ler, porém produzidas com mais tempo e com ousadia. . Não se discute o mais correto, mas o mais viável, prático. Os fatos noticiados são escolhidos por normas pré-estabelecidas e comuns entre as empresas de comunicação. A violência tão criticada pela grande exposição é tão acompanhada, pelo instinto de sobrevivência, um toque do egoísmo humano. Regras não faltam a profissionais e aspirantes da comunicação. A simulação o e real se confundem e o imaginário midiático passa a ser a realidade conjunta.
- NAS ORGANIZAÇÕES
A partir do aumento da complexidade da própria sociedade, também as organizações foram se tornando mais complexas e, com isso, houve um aumento do seu universo, levando à inovação, primeiro, e à segmentação, depois, chegando no contemporâneo a se transformarem, baseando-se em teóricos das organizações, em viabilizadoras do funcionamento da sociedade, já que permitem ao homem, reconhecidamente um ser social, se agruparem e atuarem em cooperação.Tal como a sociedade, as organizações evoluíram, transformando-se em “agrupamento de pessoas que se associam para trabalharem, desempenharem funções e atingir objetivos comuns, com vistas a satisfazer alguma necessidade da sociedade”. Um conceito, sem dúvida, mais abrangente do que antigos termos como empresa, governo, tribo, etc. E é a partir deste conceito que podemos chegar a uma maior especificidade e adotar uma tipologia para as organizações. Ressalto aqui, que esta tipologia não é única, configurando-se em uma escolha que leva em consideração aspectos mais gerais das organizações. Sob esta ótica, as organizações podem ser coercitivas, utilitárias e normativas. No primeiro caso, o coercitivo é relativo ao seu controle e, nela, as pessoas entram mediante coação, força, ameaça ou medo. No segundo momento, o utilitário, é que estão as empresas em geral, que exercem uma outra forma de poder, o remunerativo. A tipologia é realizada no campo ideológico ou a um consenso ético e seu ingresso se dá por princípios de fé, crença ou ideologia. O exemplo mais acabado deste tipo de organização é a igreja, hoje, mais que nunca, uma escolha pessoal ador destoa de todo o padrão de qualidade.
- INFLUÊNCIA DA MÍDIA
Com a ampliação da comunicação, começou também a discussão sobre sua influência. Ao longo dos últimos anos passou-se da influência total da mídia, configurada pela analogia com a seringa, em que se aplicava esta influência sobre as pessoas e elas reagiam de forma imediata, à nenhuma influência, com isso para alguns estudiosos chegamos ao Pós-Moderno. O que a moderna investigação em comunicação procura mostrar é como uma informação se torna notícia e é difundida e, a partir daí, as conseqüências que ela gera, vistas, sobretudo, do ponto de vista de quem a recebe e a consome. Sobre este tema, lembre de um livro de Dominique Wolton, que em seu livro “É preciso salvar a comunicação”, tive a plena sensação dos problemas e os caminhos que o jornalismo e a própria mídia vem percorrendo, ou seja, uma troca de informações distorcidas, prevalecendo a notícia como algo atrativo, ligado ao espetáculo, que acarreta aos profissionais da área uma total alienação e um a perda identidade e criando algo chamado como alienação, ou seja, perdendo o sentido real da coisa que é informar algo, de forma imparcial, simplificando, relatando e expondo a notícia ou acontecimento tal como é, e não utizando artifícios que funcionam mais como atrativos ara conquistarem mais consumidores, telespectadores, leitores e alimentando ainda mais a alienação da humanidade. A comunicação é essencial para a vida das pessoas. Ela liga setores, forja cultura, dissemina objetivos, promove a integração e ainda cuida de estabelecer, difundir e manter uma imagem pública, reforçando a inserção de uma determinada organização no seu espaço, seja ele econômico ou não.
Abhijeet